5º Festival Internacional de Cinema de Itabaiana reúne mais de 4 mil pessoas e celebra produções nacionais e internacionais
- Giulia Meneses

- há 8 horas
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Foto: Mariana Bispo
Após quatro dias de programação, a 5ª edição do Festival Internacional de Cinema de Itabaiana chegou ao fim neste sábado, 22, reunindo mais de 4 mil pessoas e fortalecendo a presença do agreste sergipano no circuito do cinema nacional e internacional. Realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Campus Itabaiana, o evento exibiu mais de 60 obras, entre produções brasileiras e internacionais, e promoveu oficinas, masterclasses e o primeiro Laboratório de Roteiro da história do festival.
Ao longo de sua programação, o evento foi além das sessões de cinema e reuniu diferentes experiências voltadas à formação, circulação e valorização do audiovisual. Além de filmes sergipanos, o público teve acesso a produções de diferentes regiões do Brasil e de outros países, enquanto realizadores, estudantes e profissionais participaram de atividades e momentos de troca sobre diferentes aspectos da produção cinematográfica.
Entre os destaques do festival, o Laboratório de Roteiro reuniu roteiristas de diferentes partes do país para o desenvolvimento de projetos com o acompanhamento de consultores. O evento incluiu ainda oficinas e masterclasses sobre temas como fotografia, maquiagem, mercado audiovisual e uso de inteligência artificial generativa.

Foto: Mariana Bispo
A movimentação também ultrapassou as barreiras da sétima arte. O festival mobilizou profissionais de diferentes áreas e, segundo a organização, gerou cerca de 175 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. De acordo com o idealizador do festival Andrei Ferreira, a expectativa é de que a edição tenha movimentado cerca de R$ 500 mil na economia local.

Foto: Sara Maylyne
Noite de celebração
A noite de encerramento foi marcada pelo reconhecimento das produções que integraram o Laboratório de Roteiro e a programação competitiva. A cerimônia reuniu realizadores e participantes para anunciar os filmes premiados nas diferentes categorias da edição, avaliados pelo júri composto por Alana Gois, Magali Wistefelt, Thallys Neutron, Paulo Victor Almeida e Victor de Rosa.
Na ocasião, a 5ª edição também celebrou a trajetória da diretora e roteirista Yoya Wursch por sua contribuição para o cinema brasileiro e sergipano. Homenageada desta edição, Yoya ressaltou que Sergipe não foi apenas cenário para suas produções, mas teve papel fundamental em sua trajetória como roteirista.
“Para mim, essa homenagem tem um significado muito maior, porque Sergipe é o estado responsável por grande parte da trajetória que construí no cinema. Eu comecei a fazer cinema aqui. Quando conheci o Mercado Municipal, olhei para aquele espaço e pensei que ele era um cenário próprio para um filme. Foi assim que nasceu “Arcanos, o Jogo”. Então, quando penso nessa homenagem, penso em tudo isso. E eu só consigo dizer: viva Sergipe!”, destacou.

Foto: Mariana Bispo
Além da premiação, a solenidade foi marcada por literatura e música. A programação contou com o lançamento do livro “O Santo Queijo de Alcabriça”, do autor itabaianense Tácio Andrade, uma ficção ambientada em Portugal que apresenta personagens marcantes em uma trama de tensão crescente. Já a música foi conduzida pela banda Baccos, também natural de Itabaiana.

Foto: Sara Maylyne
Premiação e reconhecimento
Entre as produções premiadas na noite de encerramento, o curta-metragem pernambucano “Os Arcos Dourados de Olinda”, do diretor Douglas Henrique, conquistou três prêmios no festival: Melhor Edição para Douglas Oliveira; Melhor Filme Brasileiro; e o prêmio do júri popular ao lado dos filmes “Aracaju: A Construção de uma Capital”, de Anne Samara (SE) e “Secas Tristes”, de Danne Hinch e Wagner Mazzega (SE).

Foto: Sara Maylyne
“Quando a gente exibe um filme como esse para um público que não é de Pernambuco e percebe que existe uma conexão tão forte com a obra, é muito especial. Estar aqui e levar três prêmios para Pernambuco, especialmente o prêmio do público, é muito significativo. Estou encantado pela resposta que a gente recebeu das pessoas daqui. É muito especial ver um filme que nasceu de uma política pública conseguir circular, encontrar outros públicos e ser reconhecido dessa maneira”, destacou o produtor executivo do curta, Vinicius Gouveia.
Na categoria Filme Sergipano, o júri oficial premiou o curta “Ponto de Partida”, de Carol Barros, que também levou o prêmio de Melhor Direção. Já na categoria Filme Internacional, o prêmio de Melhor Filme ficou com “Looking for Daddy”, de Ahmad Heydarian, produção do Irã.
Para o idealizador do festival, Andrei Ferreira, o encerramento de mais uma edição representa um sentimento de entusiasmo, felicidade e dever cumprido. “São cinco anos de história, e estamos encerrando este primeiro ciclo com a certeza de que ainda há muitos outros pela frente. Cada pessoa que passou por aqui ajudou a construir esta edição. Que venham mais tantos outros ciclos, para que o festival tenha uma vida longa”, reforçou.
Do primeiro filme exibido ao último prêmio entregue, o festival transformou Itabaiana em ponto de encontro para diferentes gerações, territórios e olhares do audiovisual. Ao reunir público, realizadores, estudantes e profissionais em torno das telas e também de espaços de formação, o evento ampliou o acesso ao cinema, movimentou a economia local e criou oportunidades para a circulação de diferentes histórias e perspectivas.
Confira a lista completa de premiados
CATEGORIA MELHOR FILME - JÚRI POPULAR
Aracaju: A Construção de uma Capital, de Anne Samara (SE)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Secas Tristes, de Danne Hinch e Wagner Mazzega (SE)
CATEGORIA MELHOR FILME INTERNACIONAL
Looking for Daddy, de Ahmad Heydarian (Irã)
CATEGORIA MELHOR FILME BRASILEIRO
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
CATEGORIA MELHOR FILME SERGIPANO
Ponto de Partida, de Carol Barros (SE)
CATEGORIA MELHOR VIDEOCLIPE
Luz! Sangue Quente Vivos, de César Griot Nagô (SE)
CATEGORIA MELHOR DIREÇÃO
Carol Barros, Ponto de Partida (SE)
CATEGORIA MELHOR ROTEIRO
Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
CATEGORIA MELHOR ATOR
Renato Novaes, FrutaFizz (SP)
CATEGORIA MELHOR ATRIZ
Samanta Vilareal, Época de Plagas (Equador, Espanha, EUA)
CATEGORIA MELHOR FOTOGRAFIA
Pedra-Mar, de Janaína Lacerda (PB)
CATEGORIA MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Trapo, de João Chimendes (RS)
CATEGORIA MELHOR TRILHA SONORA
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
CATEGORIA MELHOR SOM
Grão, de Leonardo Rosa e Gianluca Cozza (RS)
CATEGORIA MELHOR EDIÇÃO
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
CATEGORIA MENÇÃO HONROSA
Aceita-me Oceano, Nahiara Baddini (SE)





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